A autora

A faculdade de Direito surgiu em minha vida como um plano B.

Em 2002, prestei vestibular para o curso de Ciências Sociais oferecido pela Universidade Federal do Ceará-UFC e me saí verdadeiramente bem. O primeiro semestre de curso foi realmente extraordinário, pensei que tinha vocação e já me considerava uma socióloga nata, mas, como o passar dos meses…

O terceiro semestre como “aspirante a socióloga” não foi bom. Digo, com toda humildade, que abandonei o curso ao final de 2004.1 por total inaptidão intelectual – faltava ação e emoção, não via como o cientista social pudesse adotar uma postura mais proativa/contundente para melhorar a vida das pessoas, a sociedade, o entorno, etc. Em suma, eu não poderia viver uma existência contemplativa de muita discussão, muita leitura e zero resultado/mudança/evolução. Eu não nasci para ser expectadora.

Assim, a faculdade de Direito veio como uma imposição/sugestão de minha mãe que, por ser servidora pública, sempre viu no bacharel em Direito um potencial funcionário público, alguém que teria estabilidade financeira garantida e poucas preocupações ao longo da carreira profissional (acesso facilitado a programas de pós graduação, aposentadoria acima da média, respaldo social, etc).

Então, eu ingressei na faculdade de Direito da Faculdade Farias Brito-FFB, em agosto de 2004, o que foi verdadeiramente uma ótima escolha, porque cursei o ensino fundamental e médio completos na Organização Farias Brito; digamos que eu estava em casa.

Minha colação de grau foi em agosto de 2009 e, em novembro do mesmo ano, passei na prova da OAB; então, veio o grande dilema: O QUE FAZER AGORA? Um diploma de graduação na mão não era mais garantia de emprego, tampouco de remuneração justa ou qualquer outro benefício. Como ingressar no afunilado mercado de trabalho do meio jurídico?

A solução estava mais próxima do que imaginava. Ao longo da faculdade, tive a sorte de firmar ótimas amizades, uma delas é Luana, que não só foi minha amiga durante o tempo de FFB como me ofereceu a primeira oportunidade de vivenciar a advocacia.

Apesar de ter a carteira de advogada da OAB, fui ser estagiária da minha melhor amiga, porque, enfim, eu não tinha referência nenhuma no meio jurídico, não teria por onde começar, como por exemplo, um apadrinhamento pai/tio/avô, então, era preciso realmente começar de muito baixo.

E eu realmente fui muito grata à Luana, porque ter aberto portas e confiado em mim. Foi naquele local onde trabalhei os seis anos que se seguiram e onde aprendi MUITO MESMO sobre a advocacia, relação interpessoal, metas/objetivos de vida.

Mas, a principal lição foi entender a seriedade de se fazer o que se quer e não permitir entrar no piloto automático da vida cotidiana em que os dias se passam muito devagar, as semanas e meses voam e ficamos com aquela sensação amarga de tempo perdido, de falta de aproveitamento do tempo e de distanciamento do que é realmente relevante (o convívio com nossos amados, o ócio revigorante, a tranquilidade, tempo para investir em hobbies, etc).

Em maio de 2016, literalmente, larguei uma vida muito estressante, de muitas responsabilidades e descontentamento para cuidar da minha saúde (estava pré diabética e hipertensa e não sabia), para traçar novos rumos e, finalmente, conhecer a mim mesma e descobrir o que me faria feliz.

Foram cinco meses sabáticos. Comecei a estudar sobre espiritualidade, marketing digital, inteligência emocional, aproveitei para revisitar todas as atualizações jurídicas (legislativas, precedentes judiciais e fofocas jurídicas); viajei para Jeri com minha família e foram dias realmente muito legais (por conta da comilança e por estar em um lugar mágico que parece cartão postal do paraíso no céu).

Refeita e totalmente ávida pela rotina corporativa, em outubro de 2016, entrei em um novo escritório, que é totalmente diferente do anterior. Agora eu tinha sido convidada a ajudar a construir, tijolo por tijolo, uma sólida banca de advogados com uma proposta muito arrojada (oferecer serviço de total atenção e atendimento ao cliente). Seria advogada empregada de novo, mas com uma nova abordagem, mais leve, ágil, gerencial e conciliadora.

O intento é grandioso, uma tarefa muito trabalhosa, mas aos poucos tudo se ajusta e gregos e troianos ficam satisfeitos.

PROLIXIDADE NÃO É UMA CARACTERÍSTICA DA MINHA ESCRITA, VOU PARTIR PARA A CONCLUSÃO.

Atualmente, a minha posição atual, de mera executora de projeto, confere disponibilidade de tempo para que eu me dedique a outras atividades (blog, página no Facebook, parcerias com colegas advogados, atividades voluntárias, estudar para concursos) e, principalmente, para fazer o que entendo ser minha missão de vida: trabalhar para ser uma melhor advogada e um indivíduo mais indulgente, justo e compassivo com meus familiares, colegas de trabalho, clientes, servidores, parte adversa, etc.

Hoje me parece muito claro que a prosperidade financeira, o equilíbrio emocional, as boas e estáveis relações humanas e o sentimento de felicidade estão todos entrelaçados e decorrem das regras do respeito, da gratidão e da responsabilidade com as próprias ações/omissões/escolhas.

O que eu persigo é isso: firmar melhor entendimento e compreensão quanto à minha importância como advogada (para resolução daquele processo, para alcançar justiça, para acalmar o ânimo do jurisdicionado que se angustia com a justiça) e como pessoa (para garantir que o turbilhão da vida diária, as dificuldades, brigas e agravos cometidos contra mim e contra meus clientes, por exemplo, não abalem meu ânimo em acreditar no  cumprimento da lei, no exercício da advocacia, na honestidade e integridade moral dos indivíduos).

Aqui se encerra o perfil psicológico, sociológico; a ética da autora do blog.

Para saber, especificamente, sobre minha carreira, acesse a aba CURRÍCULO.